Sou um adepto que não gosta e até repudía certas atitudes ultra ofensivas em relação a jogadores do Benfica por parte de benfiquistas, o caso do César Peixoto desta época é um exemplo como tantos outros, tenho os meus jogadores preferidos, gosto mais de uns do que outros, mas uma coisa não me vão ver e ouvir fazer que é assobiar um jogador do Benfica no estádio da luz, é como que um princípio meu.
Claro que com isto não quero dizer que não tenha o meu espírito de crítico e não goste de tecer as minhas apreciações, mas gosto de o fazer apenas entre nós benfiquistas e fora do campo. Sei que ninguém pode desejar que um milagre aconteça quando saem da equipa 10 jogadores titulares e quando os seus substitutos nunca competiram como equipa, mas quem ingressa como atleta nesta instituição pode desde já interiorizar que está a entrar num clube lutador e se lutar até à exaustão este esforço certamente lhe será reconhecido.
Existem claramente jogadores sem classe e sem valor para jogar no glorioso, destes que jogaram ontem aponto assim logo de caretas 2, o Luis Filipe e o Filipe Menezes são para mim os casos mais gritantes, se um ainda pode ter uma pequenina atenuante de não ter jogado na sua posíção preferida o outro já nem isso a seu favor tem e o problema não é só técnico é a evidente falta de empenho, vontade e saber estar ali. De resto o jovem Roderick acaba por comprometer num lance infantil (quero também realçar mais uma vez a facilidade com que se ajuíza contra o Benfica, um lance que nem vendo 10 repetições se vê facilmente), embora ainda seja muito jovem deverá claramente aproveitar melhor estas oportunidades com exibições mais convincentes que esta, o Jardel está sem velocidade para estes jogos, um César Peixoto fora da sua posição, mas que melhorou um pouco na 2ª parte, um Kardec sempre fora da posição e sempre alheado do jogo, já lhe vi muito mais vontade do que a actual. No campo inverso as ilações positivas que retiro é que temos um Carole a mostrar alguns atributos sem medo de ter a bola nos pés e a tentar integrar-se nos movimentos da equipa, um Airton muito esforçado, combativo e quase sempre acertado nas suas intervenções, um Jara sempre esforçado e sempre com garra, às vezes esta garra excessiva até o leva a cometer alguns erros básicos, Moreira numa noite tranquila e sem comprometer, fez inclusivé uma defesa com os pés de algum grau de dificuldade e finalmente um Pablo Aimar a pegar na batuta mas numa orquestra com os instrumentos todos desafinados. Toto Salvio e Nico Gaitan na 2ª parte deram um melhor panorama ao cenário e finalmente Nuno Gomes mais uma vez a provar que está vivo como ele próprio mencionou a marcar o golo que nos acaba por dar a igualdade no marcador. De salientar ainda o facto de ao intervalo ter sido atribuído o prémio jogador do mês de Fevereiro a Fábio Coentrão. Para a história ficam também as declarações do treinador do Portimonense, como que auto declarar-se um grande treinador que consegue vir à luz empatar com a equipa B do Benfica, recorde-se que na última vez que tinha pisado este palco saíu brindado com 8 bolas a 1.
Benfica: Moreira, Luis Filipe, Roderick, Jardel, Carole (Gaitán, 46), Airton, Felipe Menezes (Salvio, 46), César Peixoto, Aimar (Nuno Gomes, 70), Jara e Alan Kardec
Portimonense: Ventura, Ricardo Pessoa, André Pinto, Ruben Fernandes, Ricardo Nascimento, Soares, Pedro Moreira (André Vilas Boas, 85), Elias, Lito (Di Fabio, 73), Calvin Kadi (Hélder Castro, 62) e Candeias.
Acção disciplinar: Cartão amarelo para Roderick (27), César Peixoto (33), André Pinto (38), Soares (84) e Ricardo Nascimento (89)
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